Acusado de Abuso na Igreja Adventista Choca Curitiba

Atualizado em 24/04/2026
Investigação sobre Abuso Sexual Choca Comunidade no Paraná
Na região metropolitana de Curitiba, o caso de Flúvio Cosme Adão, acusado de múltiplos atos de estupro de vulneráveis, está gerando grande comoção e preocupação. As suspeitas giram em torno de seis vítimas, enquanto o Ministério Público do Paraná (MP-PR) está ativo na investigação para determinar se há outras pessoas que ainda não trouxeram à tona experiências semelhantes. Flúvio tinha uma posição influente como “regional” na Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Fazenda Rio Grande, um local próximo a Curitiba, e esse papel pode ter facilitado os crimes.
Abuso de Autoridade em Comunidade Religiosa
Na Igreja Adventista, Flúvio era responsável por atividades no Clube de Desbravadores, um grupo focado em crianças e adolescentes. Segundo o MP-PR, ele teria usado sua posição para ganhar a confiança e depois explorar os jovens sob seu cuidado. “Ele tinha acesso direto a muitos grupos de crianças e uma autoridade implícita. O respeito que recebia dentro da igreja pode ter sido um fator que impediu muitas das vítimas de compreenderem ou relatarem o que estava acontecendo com elas”, esclareceu o promotor de Justiça Adolfo Vaz da Silva.
Justiça e Processo em Curso
Desde outubro de 2025, Flúvio está sob custódia preventiva, acusado de práticas criminosas que envolvem atos libidinosos com menores. O processo judicial é estritamente confidencial devido à natureza sensível dos casos, incluindo menores de idade. Contudo, a justiça permitiu a divulgação do nome de Flúvio, visando encorajar outras possíveis vítimas a se manifestarem. Detalhes para efetuar denúncias foram fornecidos ao fim da reportagem para facilitar esse processo.
Perfil do Acusado e Implicações Legais
Flúvio estava, até recentemente, em liberdade enquanto respondia pelas acusações, porém, a justiça sentiu a necessidade de detê-lo novamente. A decisão foi baseada no possível risco que ele representava para a comunidade e nas dificuldades enfrentadas em intimá-lo. “Este não é um caso isolado; Flúvio teria um padrão de comportamento predatório que remonta a mais de uma década”, afirmou Vaz da Silva. A descrição se alinha a um perfil de comportamento que não depende de oportunidades fortuitas, mas sim de um modus operandi bem estabelecido.
Colaboração com as Autoridades
O contato com a defesa de Flúvio ainda não foi estabelecido. A Igreja Adventista do Sétimo Dia já se manifestou, afirmando que o suspeito não faz parte de sua comunidade desde fevereiro de 2022 e que está cooperando com a investigação. A igreja reiterou sua posição de intolerância a qualquer tipo de violência ou abuso, expressando apoio às vítimas e suas famílias.
Canal Aberto para Denúncias
Com o objetivo de ampliar as investigações, o MP-PR está recebendo informações de qualquer pessoa que possa ter sofrido ou presenciado abusos. As denúncias podem ser feitas anonimamente via WhatsApp, e-mail ou pessoalmente na Delegacia de Polícia de Fazenda Rio Grande ou na Promotoria de Justiça local. Os números e endereços foram disponibilizados para garantir que todos os que possam ter informações possam transmiti-las de forma segura e confidencial.
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Fonte: g1 > Paraná