Desafios e Números da Frota de Ônibus em Curitiba

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Atualizado em 24/04/2026

A Situação dos Ônibus em Curitiba: Desafios e Números

Atualmente, em Curitiba, uma parte significativa dos ônibus que prestam serviço à população já ultrapassou seu prazo ideal de uso. Com base em informações fornecidas pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp), aproximadamente 57,6% da frota de ônibus da cidade está operando além do limite de dez anos, conforme estipulado pelo contrato de concessão vigente. Esse limite foi estabelecido para garantir a eficiência e a segurança dos veículos utilizados no sistema de transporte público da cidade.

O sistema de transporte coletivo da capital do Paraná é composto por uma frota diversa que totaliza 1.300 veículos, incluindo micro-ônibus, ônibus comuns, biarticulados, híbridos e elétricos. No entanto, 749 desses veículos já ultrapassaram o período de uma década de uso. Focando nos ônibus comuns, que somam 481 unidades, 256 deles já excederam o tempo ideal de operação, representando uma fatia de 55% dos veículos deste tipo. Para os biarticulados, a situação é ainda mais crítica: dos 165 disponíveis, 101 já passaram dos dez anos, o que representa 61% desssa categoria.

Obstáculos na Renovação da Frota e Questões de Segurança

A Setransp esclareceu que a atualização dos ônibus depende de aprovação da Urbanização de Curitiba (Urbs). Desde 2017, a Setransp tenta obter permissão para renovar a frota, mas esbarra na resistência em função da proximidade da nova concessão de transporte coletivo. Mesmo com a idade avançada, o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, assegura que os ônibus com mais de dez anos têm suas condições de segurança garantidas. Ele explica que as empresas de ônibus são responsáveis por manutenções regulares e que a Urbs realiza inspeções técnicas constantes, incluindo blitzes nas garagens durante a madrugada, para verificar todos os aspectos de segurança dos veículos.

Questões Financeiras e Planejamento para Renovação

No que tange à viabilidade econômica da renovação da frota, a tarifa técnica do transporte público já engloba a compra de novos ônibus. Atualmente, o preço pago por um passageiro é de R$ 6, contudo, o valor pago às empresas operantes é de R$ 8,53, diferença custeada pela Prefeitura de Curitiba com um subsídio de cerca de R$ 28 milhões. A tarifa técnica inclui uma parte correspondente à amortização, cerca de 6%, destinada a permitir que as empresas possam substituir os veículos quando atingem o fim de sua vida útil. Este valor corresponde a R$ 0,81 de cada passagem paga.

Até 2020, o sistema de transporte de Curitiba renovava cerca de 250 ônibus anualmente. Entretanto, a pandemia causou um desequilíbrio financeiro, adiando a renovação necessária. Com a nova concessão do sistema de transporte prevista para 2027, há um curto espaço de tempo para investimento em novos veículos e a respectiva amortização. Segundo Ogeny Pedro Maia Neto, iniciar a renovação neste momento aumentaria consideravelmente os custos para o município, o que não seria uma opção viável. Desta forma, a estratégia tem sido focar em intensificações nas verificações de segurança dos veículos operantes.

A renovação da frota ainda é uma questão pendente, mas essencial para melhorar a qualidade do transporte público na cidade. Enquanto isso, as inspeções asseguram a segurança dos passageiros, minimizando riscos associados ao uso de veículos além de sua vida útil prevista.

Créditos das fotos:
Reprodução Instagram

Fonte: g1 > Paraná