Festival de Curitiba: Arte Cênica Além dos Palcos e Criação Urbana

Atualizado em 23/04/2026
Festival de Curitiba: Uma Experiência Além dos Palcos
A 34ª edição do Festival de Curitiba não se limita aos espetáculos teatrais, mas se expande para uma imersão completa no universo da arte cênica. No período de 30 de março a 12 de abril, o festival atrai o público para espaços longe dos tradicionais palcos por meio do Interlocuções, um segmento dedicado à formação e crítica teatral. Este programa traz uma rica variedade de 39 atividades gratuitas, incluindo oficinas, palestras, performances, encontros e lançamentos de livros.
O objetivo desse projeto é estender a vivência do festival, proporcionando aos participantes a oportunidade de envolver-se intensamente com a produção cultural atual. Desde sua criação em 2016, o Interlocuções se empenha em deixar uma marca duradoura na cidade. A curadora do festival, a atriz e diretora Giovana Soar, destaca essa intenção de perpetuar os vestígios culturais além das apresentações de teatro.
Performances Inovadoras e Criação Urbana
Entre os destaques do festival deste ano, está a intrigante “Colibri”, uma performance solo da artista de dança contemporânea Maria Emília Gomes, que acontecerá nos dias 2 e 3 de abril. A curadoria enxerga nesse trabalho uma chance de revelar novos talentos do cenário nacional. Complementando essa inovação, “Odisseia na Praça”, uma obra do ator e cenógrafo curitibano Fernando Marés, revitaliza a Praça Santos Andrade. Este projeto se desenvolve ao longo de uma semana, culminando numa apresentação no dia 12 de abril.
Giovana Soar explica que o foco do projeto está na movimentação artística que ocorre durante o processo de criação. A intenção é proporcionar ao público um envolvimento mais direto com o desenvolvimento das obras, destacando a importância do processo tanto quanto o resultado final.
Formação, Oficinas e Intercâmbio Artístico
O Interlocuções oferece uma imersão formativa com sete oficinas gratuitas, voltadas para artistas, estudantes e interessados na produção cultural. Estas incluem desde técnicas circenses e criação musical, oferecidas pelo grupo Prot{agô}nistas de São Paulo, até uma oficina intensiva de atuação e dramaturgia ministrada pela atriz Ana Kfouri.
Para a curadora Giovana Soar, a formação é um dos pilares centrais do projeto. O festival se torna um ponto de encontro ideal para artistas, estudantes e o público, que desejam se aprofundar na prática cênica e discutir processos de criação. Além disso, o evento promove o intercâmbio criativo entre companhias teatrais de diversas regiões, como Grupo Galpão e Coletivo Negro, incentivando discussões enriquecedoras sobre o teatro contemporâneo.
Pensamento Crítico e Lançamentos Literários
A programação do festival também reserva espaço para reflexão crítica, com três palestras que abordam temas relevantes na dramaturgia, adaptação literária e a relação entre teatro e cinema. Figuras influentes como João Falcão e Pedro Kosovski estão entre os convidados a conduzir estas conversas.
Além das palestras, as Ações Críticas são sessões onde críticos e debatedores discutem 12 espetáculos da Mostra Lucia Camargo para fomentar um diálogo enriquecedor entre crítica, artistas e espectadores. No campo literário, serão lançados vários livros, com alguns eventos contando com interpretação em Libras, reafirmando o compromisso do festival com a acessibilidade.
Um Espaço de Reflexão e Criação
O Interlocuções se estabelece como um componente vital do maior festival de artes cênicas da América Latina, oferecendo um espaço para testemunhar o surgimento de novas potências artísticas e compreender melhor o processo de criação das obras. Com uma programação que inclui desde encontros, debates críticos, até oficinas práticas, o festival se apresenta como ponto de convergência para artistas, críticos e público, estimulando a criatividade e o intercâmbio cultural.
Reprodução Instagram
Fonte: g1 > Paraná