Influenciador Policial de Curitiba Preso em Operação por Acusações Graves

rss_img_69d90543379ea

Atualizado em 23/04/2026

Influenciador Policial de Curitiba Envolvido em Controvérsia

Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, um policial militar de 44 anos de Curitiba, mais conhecido como “Sancho Loko”, encontra-se no centro de uma polêmica após a sua prisão, ocorrida em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na última terça-feira, 7 de novembro. Este influenciador digital, que tem uma base significativa de cerca de 270 mil seguidores em suas redes sociais, é investigado por alegações sérias que incluem tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica. Não obstante suas funções na força policial, Sancho também ministra cursos de “combate urbano” voltados para civis em clubes de tiro na área metropolitana da capital paranaense.

Cursos Controversos

Sancho Loko, além de sua carreira policial, dedica-se a promover cursos intitulados “Combate Urbano” e “Defesa Residencial”. Esses cursos são direcionados a civis, homens e mulheres que, segundo ele, devem estar preparados para reagir a situações de perigo, em uma tentativa de acabar com discursos de vitimismo que ele associa a ideologias de esquerda. Nas redes sociais, ele compartilha rotineiramente vídeos e imagens dessas atividades, incentivando a reação armada por parte de cidadãos comuns contra criminosos. Ele afirma que o objetivo é romper com o que considera ser uma “palhaçada” de discursos que favorecem criminosos ao invés das vítimas.

Operaçãode Prisão e Procedimentos Legais

A operação que resultou na prisão de Sancho e de mais dois policiais, cujos nomes não foram revelados, incluiu o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão. Com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná, a ação foi realizada em residências dos suspeitos e na unidade militar onde trabalham. Entre os itens apreendidos, estavam dispositivos eletrônicos, munições irregulares, simulacros de armas de fogo e drogas como maconha, crack e cocaína. Durante as buscas, Sancho foi encontrado em posse de duas granadas de efeito moral, o que levou à sua prisão em flagrante, segundo o advogado Claudio Dalledone. Este defende que as granadas não apresentam risco letal e que a prisão preventiva de Sancho será questionada por meio de um habeas corpus.

Resposta da Polícia Militar do Paraná

A Polícia Militar do Paraná, através de sua Corregedoria-Geral, colaborou com as ações do Gaeco e confirmou a abertura de procedimentos administrativos para investigar possíveis desvios de conduta ocorridos em abordagens policiais realizadas em Curitiba. A corporação reforçou que não tolera qualquer conduta que fira seus princípios e normas, reafirmando seu compromisso com a legalidade, transparência e responsabilidade.

Esses eventos trouxeram à tona debates sobre o papel e os limites das forças de segurança, especialmente em casos onde a linha entre a lei e a ilegalidade parece estar em um delicado equilíbrio. O caso aguarda novos desdobramentos, enquanto a defesa de Sancho Loko continua sua luta pela liberdade do influenciador policial.

Créditos das fotos:
Redes sociais

Fonte: g1 > Paraná