Investigação Revela Fraude em Licitação de R$ 4 Milhões no Paraná

rss_img_69e3773fe76dc

Investigação de Fraude em Licitação Milionária no Paraná

Recentemente, uma investigação sobre um suposto esquema de fraude em licitação no Paraná tomou as manchetes. O processo envolve Adolfo Jachinski Neto, empresário que administra a EBTS (Empresa Brasileira de Tecnologias e Sistemas). Ele está no centro das atenções devido a alegações de manipulação em uma concorrência pública no valor de quase R$ 4 milhões, promovida pela Secretaria de Segurança Pública do estado.

Na decisão judicial que permitiu a quebra do sigilo bancário de Jachinski Neto, o juiz Leandro Leite Carvalho Campos, da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, destacou gravações que sugerem acertos prévios na licitação. Esses áudios foram capturados por Jonny Rocha Braga, outro empresário que alegou que diversos negócios estavam coordenados para simular competição, embora o resultado já estivesse decidido.

Detalhes dos Áudios Comprometedores

Os áudios que desencadearam a investigação revelam diálogos preocupantes que sugerem o direcionamento da licitação, entre eles, a compra de equipamentos para treinamento de tiro pela Polícia Civil do Paraná. Jonny Rocha Braga afirmou ter recebido informações antecipadas sobre a licitação e a vitória quase certa da EBTS, alegando que outras empresas estavam conluiadas para simular uma disputa justa.

Além desses aspectos, os áudios apresentados à Polícia Civil revelam discussões sobre estratégias para inflacionar os valores dos contratos e o desvio de recursos financeiros para terceiros. Um dos áudios mais notáveis foi gravado na véspera da licitação, onde Jachinski Neto detalha o plano para simular uma competição, afirmando estar alinhado com membros do governo do estado.

Implicações Políticas e Reações dos Citados

Os desdobramentos do caso não pararam nos empresários envolvidos. Os áudios mencionam diretamente dois ex-secretários do estado: Guto Silva, que na época era o Secretário-Chefe da Casa Civil, e Rômulo Marinho Soares, que ocupou a posição de Secretário de Segurança Pública entre 2019 e 2022. Apesar das referências a pagamentos suspeitos para campanhas políticas, ambos não estão formalmente na lista de investigados.

Adolfo Jachinski Neto, em suas declarações, implicou que Guto Silva exercia forte influência sobre a agenda do governador Ratinho Jr e controlava várias secretarias. Ele menciona conversas que teriam sido mantidas com assessores de Silva para supostos ajustes financeiros em campanhas eleitorais. Guto Silva e Rômulo Marinho negaram qualquer envolvimento, destacando a regularidade do processo licitatório, conforme atestado pelo Tribunal de Contas do Estado.

Posicionamento Oficial e Ramificações da Investigação

O Governo do Paraná respondeu prontamente às alegações, enfatizando seu compromisso com a transparência e a integridade nos processos licitatórios. Em nota, o governo afirmou que os objetos licitados foram entregues e estão em plena operação pela Polícia Civil, assegurando que a licitação foi conduzida de forma transparente.

Enquanto a investigação continua, Jonny Rocha Braga esclareceu que suas gravações visavam comprovar uma dívida que Jachinski Neto teria para com ele, desde 2008. Ele enfatiza que as revelações sobre a fraude foram feitas unicamente por Adolfo e não por sua iniciativa.

No desenrolar desse caso, permanece a decisão judicial de continuar acompanhando de perto todos os envolvidos, com o objetivo de elucidar as complexidades desse suposto esquema fraudulento que abalou a administração pública do Paraná.

Créditos das fotos:
Reprodução Instagram

Fonte: g1 > Paraná