Jairinho Admite Traições e Defende-se no Tribunal sobre Caso Henry Borel

Jairinho se Defende em Tribunal e Admite Traições Amorosas
Depois de um longo período de mais de seis horas onde Monique Medeiros deu seu testemunho, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi chamado para prestar declarações aos jurados no caso relacionado à trágica morte de Henry Borel. O ato do ex-vereador se iniciou às 16h50 na data de terça-feira, 2 de junho, no Tribunal do Júri, situado no Rio de Janeiro. Durante seu depoimento, Jairinho confessou ter sido infiel em diversos relacionamentos amorosos, mas veementemente negou todas as acusações de agressão feitas por suas ex-companheiras.
Estratégia da Defesa e Momentos de Emoção no Julgamento
Guiado por seus defensores legais, Jairinho optou por responder apenas às perguntas formuladas por sua própria equipe de advogados, recusando-se a ser interrogado tanto pela acusação quanto pela juíza encarregada do caso. Antes do início de seu depoimento, um instante emotivo capturou a atenção de todos no plenário: Luis Fernando Abidu, filho de Jairinho que também integra sua equipe de defesa, ofereceu um abraço e beijo discretos ao pai.
Jairinho Reflete Sobre Vida Pessoal e Carreira
Ao começar sua declaração, Jairinho buscou projetar a imagem de um homem apegado aos laços familiares. Ele se emocionou ao falar de seus familiares, mencionando com carinho especial um sobrinho e seu relacionamento com o pai, o coronel Jairo. Jairinho também compartilhou aspectos de sua vida pessoal, enfatizando seus esforços como pai presente e seu arrependimento por ter perseguido uma carreira na política ao invés de dedicar-se à medicina. “Se pudesse voltar no tempo, teria priorizado a medicina em vez da carreira política”, comentou ele.
Confissões Pessoais e Relacionamentos Conturbados
No decorrer do interrogatório, Jairinho verbalizou arrependimento por suas repetidas infidelidades ao longo de suas relações amorosas, mas reiterou a inexistência de qualquer agressão física contra suas ex-parceiras. Como exemplo, ele citou seu relacionamento com sua primeira esposa, Fernanda, mãe de seu primeiro filho, afirmando que nunca houve qualquer desrespeito ou agressão. “Muitos comentários feitos sobre mim são meras especulações, dado que estou quase atingindo 50 anos”, afirmou ele ao mencionar suas relações passadas.
Reconhecendo suas escolhas insensatas, Jairinho admitiu ter mantido casos extraconjugais ao longo dos anos. Mesmo com várias ex-namoradas guardando mensagens trocadas com ele, Jairinho insiste que não há evidências de qualquer agressão. “Uma de minhas ex-namoradas tem mensagens minhas desde 2015, mas não existe sequer uma mensagem indicando que eu agredi seus filhos”, destacou.
Desmentindo Acusações de Violência Doméstica
Além disso, Jairinho falou sobre um boletim de ocorrência registrado por Ana Carolina, mãe de seus dois filhos mais novos. Segundo ele, o incidente ocorrido em uma discussão na residência do casal se deu após a descoberta de mensagens dele com outra mulher. Jairinho alegou que Ana Carolina começou as agressões e que ele apenas tentou acalmá-la. “Ela jogou uma pizza no chão e começou a me agredir. Eu a levei para a cozinha, para que minha sogra não presenciasse a briga”, relatou.
Ele negou as acusações de agressão física, apesar do registro policial que menciona alegações de estrangulamento e violência. “Ana sabia que a real questão eram as traições”, afirmou, revelando que o casal permaneceu unido por mais seis anos após o ocorrido.
Contestações ao Processo e Defesa de Jairinho
Jairinho aproveitou a ocasião para criticar as investigações sobre a morte de Henry Borel, alegando ter tido acesso recente a provas que poderiam mudar o curso do caso. “Este processo é algo fora do comum, onde cada mês nos é revelado algo novo. Descobrimos provas em janeiro deste ano que colocam tudo em uma nova perspectiva”, declarou.
Se dirigindo aos jurados, Jairinho pediu que levassem em consideração a verdade e o sentimento de justiça. Após a fala de Monique Medeiros, Rodrigo Faucz, um dos advogados de Jairinho, falou com a imprensa para combater as alegações dela, afirmando que não há evidências que conectem Jairinho à morte do menino Henry. Faucz também insistiu que as acusações de agressões, supostamente cometidas contra ex-companheiras e seus filhos, carecem de provas suficientes. “Se continuarmos na linha de raciocínio dessas alegações sem fundo probatório, certamente isso conduzirá a uma absolvição”, concluiu o advogado.
*Reportagem desenvolvida em colaboração com a jornalista Patrícia Teixeira
Jairinho Monique MedeirosFoto: Reprodução
Fonte: Portal Leo Dias