Médico residente armado protagoniza incidente em hospital de Umuarama

Atualizado em 23/04/2026
Episódio de violência em Umuarama envolve médico residente
Na cidade de Umuarama, situada no noroeste do estado do Paraná, um incidente chocante ocorreu dentro do Hospital Cemil na tarde desta quarta-feira, 15 de março. Um médico residente chamado Gabriel Damasceno Camargo, de apenas 27 anos, protagonizou uma cena de violência ao realizar disparos com arma de fogo no setor de ortopedia. Este episódio, que rapidamente chamou a atenção das autoridades locais, resultou em uma sequência de acontecimentos que culminaram na prisão do jovem médico.
Detalhes do incidente e reação das autoridades
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Militar do Paraná, o tumulto teve início quando Gabriel, durante seu terceiro atendimento acompanhado de um ortopedista, inesperadamente sacou uma arma enquanto estava posicionado nas costas do médico supervisor. Apesar da tentativa de atingir seu colega, o tiro errou o alvo e acabou ferindo de raspão uma paciente de 58 anos na região da cabeça. Felizmente, a mulher foi prontamente atendida e já não corre perigo de vida.
Após a tentativa frustrada, Gabriel fugiu a pé, mas não sem antes cometer outro crime. No caminho, ele abordou um motorista, disparou contra o chão para intimidá-lo e assim, conseguiu roubar um carro, dando continuidade à sua fuga. A sorte, entretanto, não esteve ao lado de Gabriel por muito tempo, pois ele foi capturado em flagrante pouco depois pelos policiais, que encontraram em sua posse um revólver calibre 32 e diversas munições.
Contexto e repercussões futuras
A motivação para tal ato ainda é desconhecida, entretanto, durante o processo de investigação conduzido pela Polícia Civil, foi revelado que Gabriel alegou sofrer de transtorno bipolar e fazia uso de medicamentos antidepressivos. O caso trouxe à tona questões importantes sobre segurança em hospitais, já que não há rotinas de verificação de metal nas entradas dessas instituições, fato que contribuiu para a entrada de Gabriel armado no local.
A comunidade médica também foi impactada, levando o Hospital Cemil a emitir uma nota oficial destacando o caráter isolado do incidente, repúdio à violência e a decisão de desligar Gabriel do programa de residência médica. O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), por sua vez, anunciou que abrirá uma sindicância para investigar o caso e avaliar possíveis violações éticas cometidas por Gabriel, o que pode resultar em sanções sérias, incluindo a cassação de seu registro profissional.
Considerações da defesa e a sequência do processo
O advogado de Gabriel, Robson Meira, manifestou-se publicamente, afirmando que não teve acesso completo aos autos do processo e que somente após uma análise aprofundada das evidências poderá emitir um posicionamento esclarecedor. A defesa enfatizou o compromisso com os princípios do devido processo legal e a presunção de inocência até que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas.
Enquanto o caso se desenrola, a sociedade mantém um olhar atento sobre o desenrolar das investigações e sobre as medidas que serão adotadas para garantir a segurança em instituições públicas de saúde. A busca por justiça e responsabilização adequada é um clamor comum entre os envolvidos e aqueles que presenciaram o desfecho desta situação alarmante.
Reprodução Instagram
Fonte: g1 > Paraná