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Menino de 11 Anos Atacado por Nove Cães em Guarapuava

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Criança Atacada por Cães na Região Central do Paraná

Em Guarapuava, localizada no coração do estado do Paraná, um incidente perturbador chocou a comunidade. Neste município, um menino de apenas 11 anos foi violentamente atacado por um grupo de nove cães enquanto se dirigia a um campo de futebol nas proximidades de sua casa. O episódio, que deixou a criança ferida, ocorreu em plena luz do dia e foi capturado por câmeras de vigilância, cujas imagens circulam amplamente.

Adultos Presenciam Ataque sem Intervenção

Durante o ataque, dois adultos passaram pela cena sem oferecer ajuda, contemplando a situação sem agir. Notavelmente, um dos observadores seria o responsável pelos cães envolvidos na agressão. Gisele Rocha de Oliveira, a mãe do menino, expressou sua indignação ao relatar que, ao avaliar as condições das pernas de seu filho, se chocou ao testemunhar o tutor dos cachorros observando passivamente. Ela destacou que a inatividade diante do ataque seria inaceitável, não importando quem fosse a vítima, seja uma criança, um idoso ou até mesmo uma gestante.

Medidas Legais e Recorrentes Traumas

Em resposta ao ataque, os familiares do menino formalizaram um boletim de ocorrência, levando a Polícia Civil a iniciar uma investigação para verificar a identidade do proprietário dos animais, que pode vir a ser responsabilizado pelos crimes de omissão de cautela de animais e lesão corporal. As consequências físicas foram imediatas, com a criança necessitando de atendimento médico para tratar das múltiplas mordidas recebidas nas pernas, sendo levada pelos parentes a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O incidente, que ocorreu no último sábado (30), ganhou atenção pública apenas após a divulgação dos vídeos.

Impacto no Cotidiano e Medo Persistente

A experiência traumática deixou o menino com profundo medo de cães. Embora tenha tentado retomar suas atividades diárias, frequentando a escola, a ansiedade em relação a novos encontros com cachorros tornou-se paralisante, obrigando seu pai a buscá-lo pessoalmente. Gisele Rocha de Oliveira relatou que, apesar de a situação ter se acalmado, o receio que seu filho agora possui ao caminhar pelas ruas permanece um desafio contínuo para a família.

Até o momento, a Polícia continua a investigação, sem que o nome do suposto tutor dos cães seja divulgado. A comunidade acompanha de perto o desenrolar deste caso que trouxe à tona preocupações sobre a segurança pública e a responsabilidade de donos de animais na região.

Créditos das fotos:
Polícia Civil/Reprodução

Fonte: g1 > Paraná