Mistério em Curitiba: Pintura de Gustavo Magalhães Some Durante Festa na Galeria

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Atualizado em 24/04/2026

Mistério em Curitiba: Obra de Arte Desaparece Durante Festa em Galeria

Na última noite do ano, um evento em uma galeria de arte em Curitiba se transformou em palco de um mistério quando uma peça valiosa sumiu inesperadamente. Durante a comemoração no dia 31 de dezembro, a pintura intitulada “A pele da pintura (para Dora Longo Bahia)”, de autoria do artista Gustavo Magalhães, foi subtraída sem deixar vestígios.

Detalhes do Roubo e Reação dos Envolvidos

A obra, que mede aproximadamente 22 por 16,5 centímetros, desapareceu durante a festa na Soma Galeria, gerida por Malu Meyer. Ela descobriu a falta do quadro no sábado, 3 de janeiro, quando entrou na galeria pela primeira vez após a festividade. Segundo Meyer, fotos tiradas no local mostram que a pintura esteve presente até cerca das 5h da manhã do dia 1º. Contudo, não aparece em registros posteriores.

Imediatamente após perceber a ausência, Meyer tentou localizar a peça por todo o espaço. “Assim que entrei, percebi que estava faltando. Procurei por toda parte, mas alguém deve ter levado”, descreveu a proprietária. O artista Gustavo Magalhães, que foi informado sobre o ocorrido na segunda-feira, dia 5, expressou sua consternação. “Senti-me impotente. A obra pode estar em qualquer local agora. Para mim, o valor reside na preservação e continuidade do trabalho além de minha vida”, comentou Magalhães, que encara a situação com pesar.

Medidas Tomadas e Repercussões para a Galeria

A proprietária da galeria, Malu Meyer, tomou a iniciativa de registrar um Boletim de Ocorrência para formalizar o furto. Ela relatou que, apesar de o espaço receber eventos frequentemente, nunca ocorreu algo dessa magnitude. “Já tinham levado coisas pequenas antes, mas uma obra de arte jamais. Sempre contei com o respeito das pessoas”, lamentou Meyer.

Magalhães e Meyer fazem um apelo público para a devolução da pintura, mesmo que de forma anônima. O artista expressou sua preocupação com a possibilidade de que a pessoa envolvida possa destruir a peça em um momento de desespero. “Não procuro justiça ou vingança, apenas quero garantir que a obra esteja segura e seja preservada como merece”, afirmou.

A Profundidade do Trabalho de Gustavo Magalhães

Natural de Goioerê, no Paraná, Gustavo Magalhães tem se destacado no cenário artístico brasileiro desde 2013, principalmente no campo da pintura. A peça furtada, descrita por ele como um marco em sua carreira, é fruto de uma pesquisa sobre a “pele da pintura”. Ele explora técnicas que envolvem camadas espessas de tinta a óleo, ainda úmidas, que ele molda e corta para revelar sua interioridade.

Magalhães revela que a obra roubada foi uma das primeiras em que conseguiu estabilizar uma grande porção de tinta sem danificar a camada superficial, uma técnica que desenvolve há quase dois anos. Ele destaca a influência da artista paulistana Dora Longo Bahia, referenciada no título da sua obra, o que amplia a complexidade temática de seus trabalhos, que abordam questões de identidade, materialidade e a própria linguagem visual.

A peça desaparecida possui, assim, valor inestimável não apenas para o artista mas também para a história da arte, representando um elo entre técnicas inovadoras e temáticas contemporâneas cruciais.

Créditos das fotos:
Reprodução WhatsApp

Fonte: g1 > Paraná