NASA Revela Playlist Astronauta para a Missão Artemis II à Lua

Atualizado em 23/04/2026
Exploração Espacial e Música: A Trilha Sonora da Missão Artemis II
Recentemente, a NASA compartilhou um aspecto fascinante e culturalmente significativo da missão Artemis II, que orbita a Lua. Em um desenvolvimento inovador, cada dia dos astronautas a bordo da nave, ao longo de um período de dez dias, é recebido com uma música especialmente escolhida pelos próprios tripulantes. Esta tradição singular, que confere um toque humano a uma missão científica, remonta às missões Gemini da década de 1960 e foi perpetuada por gerações durante os programas Apollo e de ônibus espaciais.
As Escolhas Musicais dos Astronautas
A tripulação, composta pelo comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista de missão Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen, selecionaram uma variedade eclética de músicas que reflete seus gostos pessoais e memórias. A playlist revelada pela NASA inclui faixas impactantes como o cover de “Sleepyhead” do Young & Sick, originalmente de Passion Pit, “Green Light” de John Legend com André 3000, e “In a Daydream” da Freddy Jones Band. Estas músicas não apenas acompanham a viagem extraordinária em torno da Lua, mas também sublinham a conexão pessoal que cada astronauta tem com a música escolhida.
Tradição e Memória Musical em Órbita
Cada uma dessas canções tem um significado particular para os tripulantes. Por exemplo, “Under Pressure” do Queen e David Bowie foi uma escolha que veio da família de Jeremy Hansen, enquanto o astronauta Victor Glover teve uma de suas seleções originais alteradas pela esposa para se tornar “Good Morning” de Mandisa e TobyMac. Reid Wiseman, por sua vez, associou “Tokyo Drifting” de Glass Animals e Denzel Curry a suas viagens para a Flórida com suas filhas, uma memória que ele descreve emocionalmente. Christina Koch, com um toque de humor, mencionou que a faixa “Pink Pony Club” de Chappell Roan foi cortada antes do refrão, o que a deixou cantando-a o dia todo.
Impacto Cultural e Resposta Musicais
Após o anúncio da playlist, a resposta dos músicos foi rápida e emocionada. Young & Sick expressou no TikTok sua admiração em participar, ainda que indiretamente, de uma missão lunar. Glass Animals respondeu no Instagram, enquanto Denzel Curry brincou no X que “até alienígenas curtem o meu som!”. Esta interação não apenas envolve o público, mas também destaca a capacidade da música de transcender fronteiras e se conectar com indivíduos, mesmo aqueles em missões interplanetárias. O impacto nas plataformas de streaming como o Spotify também foi notório, com “Sleepyhead” apresentando um aumento de 2100% nos streams após a divulgação pela NASA.
Uma Tradição de Despertar Cósmico
A prática de escolher músicas para despertar astronautas começou em 1965 com a Gemini 6, onde “Hello Dolly”, cantada por Jack Jones, abriu o dia. Desde então, foi uma constante, com artistas icônicos como Frank Sinatra e Tony Bennett serenando as tripulações da era Apollo. Mais recentemente, em 2005, Paul McCartney fez uma performance ao vivo para a Estação Espacial Internacional, demonstrando que o amor pela música é uma constante, mesmo no espaço. Na conclusão da missão, em 10 de abril, a escolha de “Run To The Water” de Live para encerrar simbolicamente a trajetória, foi outra demonstração da consideração apegada dos astronautas em relação às suas trilhas sonoras de viagem.
Essas seleções, cada uma carregada de significado pessoal para os astronautas, enfatizam a importância contínua da música não apenas como uma ferramenta motivacional e de conexão, mas como uma expressão de humanidade em um dos ambientes mais inóspitos conhecidos pelo homem.
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Fonte: Rolling Stone Brasil