Nepotismo em Curitiba: Vereador e Chefe de Gabinete Sob Investigação

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Atualizado em 24/04/2026

Ministério Público Alvo de Denúncia: Nepotismo em Curitiba

A cidade de Curitiba enfrenta um cenário controverso envolvendo um de seus representantes municipais. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) entrou com uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra o vereador curitibano Eder Borges, filiado ao Partido Liberal (PL), e sua chefe de gabinete, Victória Lauren Maciel de Almeida. A ação é motivada por alegações de nepotismo, um sério desrespeito aos princípios fundamentais que regem a administração pública, especialmente a impessoalidade e a moralidade.

Entenda o Caso: Nomeação e Suposta União Estável

Victória Lauren Maciel de Almeida, atualmente com 23 anos e estudante de psicologia, foi designada para o cargo de chefe de gabinete de Borges em julho de 2022. De acordo com o MP, ela é filha de Andreia Gois Maciel, a qual mantém uma suposta relação estável com Eder Borges. O órgão baseia suas alegações em uma série de evidências, incluindo fotos de redes sociais, registros de residência e até declarações feitas pelo vereador durante sessões formais da Câmara Municipal de Curitiba.

A Constituição Federal proíbe rigorosamente a nomeação de cônjuges, companheiros ou parentes próximos em cargos de confiança ou de assessoramento. No entanto, apesar disso, e após uma investigação do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da câmara, o caso foi arquivado. Com 3 votos a favor da representação e 4 contra, concluiu-se que não havia provas suficientes contra Borges, que nega veementemente ter qualquer relacionamento mais próximo com a mãe de sua funcionária.

Reações e Defesas

Victória Lauren Maciel de Almeida continua a desempenhar suas funções na Câmara, recebendo um salário mensal de R$ 18.599,66, além de outros benefícios. O vereador, ainda não notificado oficialmente, alega que não cometeu nepotismo. Defendendo-se, ele afirmou que teve apenas um breve relacionamento, que, segundo ele, nunca passou do estágio de namoro, e que as fotos em redes sociais não são provas de tal prática.

A Câmara Municipal de Curitiba reforçou que seguiu todos os trâmites do Código de Ética e Decoro Parlamentar vigente à época dos acontecimentos. Mesmo assim, o processo foi encerrado devido à falta de documentos que sustentassem as acusações.

Implicações e Perspectivas Futuras

Além das questões de ética levantadas pela nomeação de Victória, o Ministério Público também aponta uma falta de qualificação e experiência por parte dela para ocupar um cargo de tal responsabilidade, sugerindo que isso pode ter sido uma decisão baseada em laços pessoais. O órgão argumenta que até mesmo se a união estável não for comprovada, o envolvimento próximo entre as partes constitui um benefício pessoal inaceitável.

O MP requisita que Victória seja imediatamente destituída de seu cargo e que ela e Eder Borges sejam obrigados a restituir aos cofres públicos o montante de R$ 493.605,60, correspondente a dois anos de salário da chefe de gabinete. Ambos têm 30 dias para apresentar suas defesas, aguardando desdobramentos que poderão definir não apenas seus futuros políticos, mas também estabelecer importantes precedentes para casos semelhantes.

As denúncias e os procedimentos legais em curso destacam a importância da transparência e da integridade dentro dos órgãos governamentais locais. À medida que os desdobramentos continuarem, a expectativa sobre como isso afetará a carreira política de Borges e a reputação das instituições envolvidas se mantém alta.

Créditos das fotos:
Reprodução YouTube

Fonte: g1 > Paraná