Policial Acusado de Homicídio em Bar de Curitiba Após Confronto Fatal

Atualizado em 24/04/2026
Policial é Formalmente Acusado por Homicídio em Curitiba
Num fatídico acontecimento dentro do conhecido bar Barbaran, em Curitiba, um policial fora de serviço, identificado como Marcelo Mariano Pereira, agora enfrenta acusações formais após um confronto que resultou na morte de um vendedor. Este incidente trágico, que ocorreu no mês de setembro, terminou com Antônio Carlos Antunes sendo mortalmente ferido por um tiro no abdômen. Levada ao hospital em estado crítico, a vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu seis dias depois. De acordo com autoridades da Polícia Civil do Paraná, a origem do conflito foi uma discussão banal envolvendo um copo de cerveja.
Decisão Judicial e Implicações Legais
Em uma decisão tomada na segunda-feira, dia 12, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) aceitou a denúncia do Ministério Público do estado, marcando um avanço significativo no caso. Marcelo Mariano Pereira agora enfrenta acusações de homicídio qualificado, alegando-se um motivo fútil e uso de uma arma de fogo, cujo porte é restrito. Além disso, há alegações contra ele por porte ilegal de uma arma de uso restrito, uma infração agravada pelo consumo de álcool, que, segundo a lei, anula qualquer permissão para portar armas.
A defesa de Marcelo Mariano Pereira não emitiu qualquer resposta até a última atualização desta reportagem. Por outro lado, a advogada Carolina Mattar Assad, representando os familiares de Antônio, expressou que a aceitação oficial da denúncia representa um avanço fundamental. Ela destacou que a família mantém a confiança no sistema judiciário.
Investigação Policial e Acusação do Ministério Público
No término de dezembro, a investigação da Polícia Civil sobre o tiroteio concluiu que o policial agiu em legítima defesa, o que levou a uma sugestão de arquivamento do caso. Marcelo afirmou às autoridades que o desentendimento começou quando tentou lavar as mãos, movendo um copo da pia, o que teria irritado Antônio, levando a uma agressão física. Com isso, ele alegou ter disparado em legítima defesa.
No entanto, o Ministério Público do Paraná posteriormente entrou com uma acusação contra o policial, argumentando que ele agiu com intenção clara e deliberada de matar. O órgão destacou que a motivação do crime foi considerada fútil e que o uso de uma arma de uso restrito foi inadequado. Eles também ressaltaram que, sendo Marcelo encontrado em estado de embriaguez, isso invalidaria a permissão de porte de arma. Testemunhas afirmaram que ele havia consumido álcool, embora não apresentasse sinais evidentes de embriaguez.
Reparação Financeira e Procedimentos Judiciais
O Ministério Público também solicitou que o policial indenize os familiares da vítima em R$ 50 mil, como forma de compensação pelos danos causados. Este pedido será considerado na eventual condenação do réu, de acordo com o andamento do processo judicial no TJPR.
O caso, registrado por câmeras de segurança que capturaram os eventos no interior do bar em Curitiba, continua a ser um foco de atenção pública. A cobertura completa está disponível através dos mais assistidos vídeos e notícias no g1 Paraná.
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Fonte: g1 > Paraná