Policial de Curitiba Age em Legítima Defesa e Evita Agressão em Bar

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Atualizado em 24/04/2026

Incidente Fatal em Bar de Curitiba: Policial Agiu em Legítima Defesa

Em um caso que repercutiu bastante em Curitiba, a Polícia Civil do Paraná concluiu, após investigação, que Marcelo Mariano Pereira, policial que estava fora de serviço, agiu em legítima defesa ao disparar contra Antônio Carlos Antunes em um bar chamado Barbaran. O incidente ocorreu em setembro e resultou em graves ferimentos a Antônio, que, infelizmente, faleceu seis dias depois em um hospital da capital paranaense. Câmeras de segurança no local captaram a movimentação momentos antes do ocorrido, detalhando uma discussão acalorada.

Causas da Confrontação e Resultado do Inquérito Policial

Segundo o relatório da Polícia Civil do Paraná, a origem da discordância fatal foi uma discussão aparentemente trivial sobre um copo de cerveja. O policial Marcelo Mariano Pereira explicou à polícia que o desentendimento começou quando ele moveu um copo da pia para lavar as mãos, o que não agradou a vítima, Antônio, que teria iniciado uma agressão física. O policial, em resposta a essa agressão, teria então disparado o tiro que atingiu Antônio no abdômen.

Ao finalizar o inquérito, a polícia recomendou que o caso fosse arquivado, remetendo as conclusões ao Ministério Público do Paraná. A instituição agora deve decidir se prossegue com alguma acusação formal contra Marcelo Mariano Pereira. Como parte das evidências, a polícia destacou que o disparo único cessou a agressão injusta e que o policial imediatamente procurou assistência médica para a vítima.

Análise Técnica e Divergência Familiar

No relatório final, a Polícia Civil justificou o uso da arma pela disparidade física existente entre os envolvidos e pela contínua agressão sofrida pelo policial, além de destacar a impossibilidade de resolver a situação apenas com diálogo. Apesar de não haver câmeras dentro do banheiro, a investigação avaliou relatórios periciais e testemunhos como fundamentais para entender o caso.

A advogada Carolina Mattar Assad, que representa a família de Antônio, manifestou que os parentes da vítima não concordam com a conclusão da Polícia Civil, expressando esperança de que o Ministério Público conduza uma análise detalhada e imparcial. Ela ressalta que, desde o começo, o delegado responsável pela investigação parecia inclinado a aceitar a tese de legítima defesa, o que se refletiu na ausência de prisão em flagrante de Marcelo Mariano Pereira.

Defesa do Policial e Procedimentos Legais Futuramente

O advogado Heitor Luiz Bender, que defende o policial Marcelo Mariano Pereira, afirmou que as conclusões do inquérito não surpreendem, visto que as evidências reunidas apontavam para legítima defesa conforme previsto na legislação penal. Ele destacou que, embora o relatório policial seja convincente, o processo ainda será analisado pelo Ministério Público, seguido por um exame pelo Poder Judiciário, que determinará eventuais consequências legais.

A defesa de Marcelo mantém confiança nas instituições judiciais, esperando que o caso seja tratado com a devida seriedade e respeito aos princípios legais. O acompanhamento do processo continuará de forma transparente e atenta, respeitando sempre a legalidade dos procedimentos.

À medida que o Ministério Público do Paraná revisa o caso, a cidade de Curitiba aguarda para ver quais serão os próximos passos em um desfecho que pode ter implicações significativas para todos os envolvidos.

Créditos das fotos:
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Fonte: g1 > Paraná