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Tragédia Aérea em Belo Horizonte: Comunidade e Família em Luto

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Uma Tragédia Aérea Emociona Família e Comunidade

A queda de um avião em Belo Horizonte deixou não apenas os amigos e familiares das vítimas em choque, mas também toda a comunidade ao redor. Entre os afetados por este trágico acidente estava Wellington de Oliveira Pereira, um piloto de 34 anos cujo amor por voar era evidente desde sua infância. A tragédia foi descoberta por sua irmã, Keli Pereira, de uma maneira dolorosa e repentina: através da televisão, ela tomou conhecimento do desastre e hesitou acreditar que seu irmão estaria envolvido.

A Descoberta Dolorosa e a Trajetória de Vida

Ao assistir às notícias na televisão, Keli enviou uma mensagem para o irmão, perguntando de maneira descontraída se ele estava no avião. Ela não tinha conhecimento de que ele estava trabalhando naquele dia. A ausência de uma resposta e a persistente falta de contato levantaram suspeitas, confirmadas pouco depois: Wellington, de fato, comandava o avião monomotor que colidiu com um prédio na capital mineira. Infelizmente, além de Wellington, mais duas pessoas perderam a vida e outras duas ficaram feridas.

Um Sonho Alimentado Desde a Infância

Nascido na cidade de Colorado, no Norte do Paraná, Wellington viveu sua juventude em Munhoz de Mello, na mesma região. Ele dedicou-se ao sonho de voar, tendo estudado no aeroclube de Maringá durante o período de 2022 a 2023, com o objetivo de obter a licença para voos comerciais. Keli relembra que voar era sua paixão, uma meta que Wellington perseguia desde menino. “Ele sempre falou que se morresse voando, morreria feliz”, recordou ela, refletindo sobre como ele se sentia realizando aquilo que amava.

Residentes e Famílias Devastadas pelo Impacto

O acidente não causou vítimas entre os moradores do prédio, graças ao impacto que ocorreu entre o terceiro e o quarto andar, na caixa de escada, conforme relatado pelo tenente Raul do Corpo de Bombeiros. Segundo ele, se a aeronave tivesse colidido com as laterais, poderia ter havido vítimas em apartamentos ocupados no edifício. Contudo, o impacto foi suficiente para destruir parte da estrutura e deixar um rastro de destruição.

Investigação e Desdobramentos do Acidente

Momentos antes do acidente, Wellington comunicou à torre que a aeronave enfrentava dificuldades para ganhar altitude. Apesar de lhe ser oferecida prioridade para retornar ao aeroporto, ele não conseguiu manter o controle, levando à fatal queda no estacionamento do prédio. Após o ocorrido, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) e a Polícia Civil de Minas Gerais iniciaram investigações detalhadas para apurar as causas do acidente.

O corpo de Wellington foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais, com traslado planejado para chegar ao Paraná na manhã do dia seguinte à tragédia. O velório estava marcado para às 11h, seguido do sepultamento no Cemitério Municipal de Munhoz de Mello às 17h. Este triste episódio deixou marcas profundas em todos os envolvidos e ressaltou a fragilidade da vida diante de imprevistos.

Créditos das fotos:
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Fonte: g1 > Paraná