Vereador de Campina da Lagoa é Acusado de Assédio e Importunação Sexual

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Atualizado em 23/04/2026

Denúncias de Assédio e Importunação Sexual Envolvem Vereador de Campina da Lagoa

No município de Campina da Lagoa, localizado no oeste do Paraná, um vereador está sendo alvo de acusações graves que incluem assédio sexual e importunação sexual contra uma funcionária pública do município. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) formalizou a denúncia contra Edimar Vaiz, membro do Partido Progressista (PP). Conhecido localmente como Juruna da Saúde, Edimar enfrenta agora um processo judicial após a Justiça aceitar, em 8 de março, a acusação formal.

Medidas Judiciais e o Papel da Câmara de Vereadores

Desde o início de março, Edimar Vaiz está afastado temporariamente de suas funções como vereador por um período de 120 dias, prorrogáveis por mais um ciclo do mesmo prazo. Essa medida preventiva visa assegurar a integridade da investigação. Durante este tempo, Edimar fica proibido de participar de atividades parlamentares. A defesa do vereador, conduzida pelo advogado Cristiano Calixto, optou por se manifestar apenas no âmbito judicial.

Internamente, a Câmara de Vereadores de Campina da Lagoa tomou conhecimento das alegações e iniciou sua própria investigação por meio da Comissão de Ética. Testemunhas estão sendo ouvidas para que se esclareçam os fatos envolvidos no caso. O g1 foi informado através de uma nota oficial sobre estas ações internas.

Detalhes da Denúncia e Repercussões no Ambiente de Trabalho

A denúncia detalhada pelo MP destaca que entre outubro de 2024 e julho de 2025, Edimar Vaiz frequentava o ambiente de trabalho da jovem, que tinha 21 anos à época, sem motivos justificáveis. Nessas visitas, utilizava sua posição de poder para constrangê-la com comentários de natureza sexual. Tais comportamentos geraram um ambiente de desconforto e medo, a ponto de colegas da vítima notarem sua aflição e acompanhá-la para garantir sua segurança.

Além disso, consta no documento que certas ocasiões ocorreram em locais reservados, onde Edimar teria abordado a vítima de forma súbita, usando força física e proferindo comentários sexualmente explícitos. Isso culminou em um pedido do MP para que o vereador pague uma indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil à vítima. O caso está tramitando em segredo de justiça.

Restrições e Proteção à Vítima e Testemunhas

O Judiciário também impôs restrições rigorosas sobre o vereador em relação ao contato com a vítima e suas testemunhas. Edimar está proibido de se aproximar, por qualquer meio ou canal, a uma distância inferior a 300 metros da vítima, seu local de trabalho, sua residência e também de quaisquer testemunhas.

Além de ser funcionário público e vereador eleito com 305 votos para o período legislativo de 2025 a 2028, Edimar está atualmente afastado de seus cargos. A promotora de Justiça, Barbara Garla Stegmann, afirmou que o afastamento foi solicitado para prevenir abusos de poder e para proteger a vítima de possíveis novos crimes.

O g1 Paraná continua a acompanhar este caso, que tem atraído considerável atenção pública. Matérias adicionais podem ser acessadas através dos portais de notícias associados, onde também estão disponíveis vídeos relacionados ao tema.

Créditos das fotos:
Anhanguera

Fonte: g1 > Paraná