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Vereador de Curitiba é Flagado em Suposto Esquema de Rachadinha

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Vereador de Curitiba Filmado em Ação Suspeita de ‘Rachadinha’

Na manhã de terça-feira, dia 26, Lórens Nogueira, vereador de Curitiba pelo partido Progressistas (PP), foi filmado em uma situação comprometedora que está sendo investigada como parte de um esquema conhecido como “rachadinha”. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), conduziu uma operação em que Nogueira aparece recebendo notas de dinheiro. As imagens, capturadas na sede de um instituto presidido por ele, mostram o vereador manuseando e guardando R$ 5.600 em sua mochila, enquanto dialoga com uma funcionária.

Entendendo o Esquema de ‘Rachadinha’

A prática conhecida como “rachadinha” refere-se a uma atividade ilegal em que se espera que funcionários nomeados em cargos públicos entreguem parte de seus salários aos seus superiores ou políticos. No vídeo, a funcionária, que prefere manter o anonimato, menciona que a quantia fazia parte de seu pagamento de abril. Ela foi contratada diretamente por Nogueira e, de acordo com investigações, teria que devolver mensalmente parte de sua remuneração para manter sua posição.

Os investigadores indicam que esta prática não era isolada e pode ter começado logo no início do mandato do vereador. Supõe-se que todos os 12 assessores nomeados por ele estivessem envolvidos, alguns chegando a devolver mais da metade de seus vencimentos para Nogueira, conforme informado pelo Ministério Público.

Repercussões Jurídicas e Declarações Públicas

Em resposta à operação conduzida pelo Gaeco, a defesa de Lórens Nogueira informou inicialmente que não tinha acesso completo ao material que fundamentou a operação. Posteriormente, no decorrer do dia, eles comunicaram que não iriam mais representar o vereador. Mais tarde, declararam que estavam analisando os documentos para preparar a defesa legal adequada, enfatizando o respeito aos procedimentos legais e ao direito de ampla defesa e presunção de inocência.

A Câmara Municipal de Curitiba, por sua vez, confirmou ter permitido o cumprimento do mandado de busca e apreensão, mas destacou que ainda não foi informada oficialmente sobre os motivos exatos da investigação. A CMC reafirmou estar disponível para colaborar com as apurações.

Descobertas da Operação e Investigações em Curso

No decorrer da operação, o Gaeco apreendeu malas contendo grandes somas de dinheiro, incluindo R$ 100 mil na residência do vereador e R$ 8 mil na casa de outra assessora, cujo nome não foi revelado. A ação, que tinha autorização judicial para ser controlada, buscava evidências contra o vereador investigado neste tipo de esquema.

Além do dinheiro, foram também confiscados documentos e equipamentos eletrônicos, que serão minuciosamente analisados como parte do processo investigativo. No total, 12 mandados de busca e apreensão foram executados pela Vara de Garantias, embora os detalhes sobre todos os alvos ainda não tenham sido divulgados.

Lórens Nogueira, natural de Curitiba, foi eleito vereador da cidade em 2024 com 4.727 votos, e atualmente ocupa a presidência do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal. A complexa situação tem gerado repercussão significativa na esfera política local.

Créditos das fotos:
Globo

Fonte: g1 > Paraná