Walter Casagrande estreia no teatro com monólogo no Festival de Curitiba

Atualizado em 24/04/2026
Walter Casagrande Jr. estreia no teatro com “Na Marca do Pênalti”
Walter Casagrande Jr., conhecido pelas suas façanhas como jogador de futebol e sua carreira como comentarista esportivo, está expandindo seus horizontes ao adentrar o mundo do teatro. Sua estreia acontecerá no prestigiado Festival de Curitiba com o monólogo intitulado “Na Marca do Pênalti”. Este evento, parte da 34ª edição do famoso festival, está agendado para os dias 3 e 4 de abril, com apresentações previstas para as 20h30 no icônico Guairão, em Curitiba.
Uma jornada pessoal ilustrada no palco
No espetáculo, Casagrande apresenta um mergulho profundo em sua própria trajetória. Em um relato que mistura elementos de sua carreira no futebol com momentos pessoais de superação, com destaque para a luta contra a dependência de substâncias e a busca por reconstrução pessoal, ele compartilha experiências de vida marcantes. O monólogo foi desenvolvido em conjunto com André Acioli e Fernando Philbert, este último também diretor da peça.
O espetáculo é planejado para ter “dois tempos” de 45 minutos cada, em uma clara alusão à estrutura de uma partida de futebol. Uma característica intrigante da apresentação é a ausência de um script fixo. Casagrande, guiado unicamente pela sua memória e espontaneidade, traz uma forma autêntica de narrar sua história. “Eu subo no palco para contar a verdade da minha vida. Tudo o que preciso está na minha cabeça”, declara o ex-atacante.
Decisões de vida e reflexões profundas
O título do espetáculo, “Na Marca do Pênalti”, serve como uma metáfora para as decisões cruciais da vida. Segundo Casagrande, essas decisões, tal como um pênalti no futebol, podem não necessariamente transformar tudo, mas muitas vezes são momentos cruciais para a evolução pessoal. Um dos temas recorrentes durante a peça é como episódios pessoais, incluindo a dependência química e a subsequente recuperação, moldaram sua jornada. “Eu continuo com a mesma rebeldia, mas aprendi que nem toda guerra vale a pena lutar”, diz ele, refletindo sobre as lições aprendidas ao longo dos anos.
Além de relatar sua própria história, Casagrande encontra espaço para a interação direta com o público, tornando cada apresentação única. Ele enfatiza que, embora comece compartilhando suas próprias experiências, ao longo do espetáculo essa narrativa ressoa com a história de muitos que estão presentes.
Do futebol ao teatro: um novo frio na barriga
Walter Casagrande Jr. revela que receber o convite para participar de um festival de renome como o de Curitiba foi uma surpresa, uma nova dimensão de sua vida pública. Para ele, a emoção de subir ao palco do Teatro Guaíra é comparável à de entrar em campo num estádio lotado como o Maracanã. “O frio na barriga é um reflexo da importância que dou a esse novo desafio. É essa sensação que me faz focar completamente no espetáculo”, compartilha ele.
Antes da sua estreia em Curitiba, ele realizou uma apresentação no teatro do Corinthians no final de 2025, onde a recepção do público foi tão positiva que outros teatros em São Paulo também demonstraram interesse em receber o monólogo.
Reflexões sobre escolhas e liberdade
Quando perguntado sobre quais foram os “pênaltis” mais difíceis de sua vida, Casagrande faz uma reflexão honesta: “Alguns foram mais fáceis de enfrentar, outros extremamente complexos, e outros ainda eram absolutamente essenciais para minha sobrevivência.” Ele menciona que o mais significativo foi quando iniciou seu tratamento contra a dependência, uma fase que ele descreve como decisiva para sua transformação.
Ao revisitar temas como a influência da família e as complexas dinâmicas do vício e da recuperação, Casagrande se emociona especialmente ao lembrar de seus entes queridos, como seu pai e irmã, cuja influência foi profundamente formativa. Ele vê essa transição para o teatro como uma extensão de sua busca pela verdade e pela liberdade pessoal – valores que sempre nortearam sua vida.
No palco, Walter Casagrande Jr. entrega um pedaço autêntico de sua vida, usando suas experiências para criar um diálogo significativo com seu público. Seu monólogo é uma jornada de autodescoberta que inspira reflexão e conexão através do compartilhamento de suas próprias histórias e desafios.
Serviço:
Na Marca do Pênalti – Mostra Lucia Camargo
34º Festival de Curitiba
Data: 3 e 4 de abril, às 20h30
Local: Guairão (Rua Conselheiro Laurindo, 175 – Centro)
Classificação: 14 anos
Duração: 80 min
34º Festival de Curitiba
Data: 30 de março a 12 de abril
Valores: de R$ 0 a R$ 85 (mais taxas administrativas)
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico. De segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h).
Reprodução Instagram
Fonte: g1 > Paraná